Sua empresa ainda não é ESG?
- luisdix2
- 28 de abr.
- 2 min de leitura
Atualizado: 29 de abr.

Certa vez, me pediram para dar aula de Teoria Geral da Administração para uma turma de 1º ano de graduação. Passado o susto do público, me deparei com um conceito antigo, mas atualíssimo: Empresas existem para cuidar das suas comunidades. Produtos e serviços são criados, e vendidos por que não, para melhorar as vidas das pessoas.
Estamos falando de Empresas com Propósito na essência! E Empresas que pensam nas suas comunidades são mais vencedoras. Não é simples retórica. Desde a sua criação em 1999, o Down Jones Sustainability Index (DJSI) tem performance melhor que o Indice Dow Jones “puro”. O DJSI é composto pelas empresas líderes em retorno aos acionistas, ponderado pelos riscos Econômicos, Ambientais e Sociais (https://pt.wikipedia.org/wiki/Dow_Jones_Sustainability_Index_World) . Em outras palavras, empresas que são ESG (Environmental, Social e Governance).
Após anos trabalhando no 3º setor (depois de 25 anos de mundo corporativo), é fácil perceber que muitas empresas querem, de coração, achar o seu Propósito – basta vermos os mais de R$6bi doados na pandemia. Mas, não é um processo fácil. Principalmente para as mais antigas, que já passaram por diversas transformações e ciclos. E, sim, ser uma empresa ESG é um novo começo. Assim como ser digital. Precisa estar no centro, ser foco.
Não é fácil dar o primeiro passo, nem são rápidos os resultados. Mas é essencial que se faça esse movimento. Investidores já preferem empresas ESG!! (https://www.robecosam.com/media/9/a/e/9ae71a5a1069459177576abee356f84a_20190913-media-release-robecosam-djsi-results-en-vdef_tcm1011-21109.pdf) .
Não estamos falando só de reduzir a quantidade de impressões ou “pagar” pelas pegadas de CO2, ou dar brinquedos para alguma Organização Social no dia das Crianças e Natal.
Estamos falando de se ter processos internos que respeitem a sociedade, começando pela interna, e gerem produtos, serviços e impactos positivos. Ilusão, poliana? Não. É realidade. A empresa precisa garantir resultados concretos e duradouros. Precisa ter controle sobre o investimento ambiental e social, assim como uma governança dos seus negócios e parceiros.
As empresas não precisam criar ONGs próprias. Podem contar com organizações sérias que já fazem o trabalho de mão na massa, como a @liga solidária. Mas, o quanto antes começar a pensar nisso, mais rápido vai se adaptar e ganhar mercado. Pode até chamar de Novo normal, mas o fato é que não é novo, mas é cada vez mais normal. Em 1999, somente 280 empresas compunham o DJSI. Em 2019, já eram 1.166 (https://frameworkesg.com/wp-content/uploads/2018/10/DJSI-Infographic-2020.pdf) .
E, acredite: fazer bem e o bem, fazem bem. A todos!



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